11 de dez. de 2007

Tristeza & Dor...

"Mas nem sempre é necessário tornar-se forte.
Temos que respeitar a nossa fraqueza.
Então, são lágrimas suaves,
de uma tristeza legítima à qual temos direito.
Elas correm devagar e quando passam pelos
lábios sente-se aquele gosto salgado, límpido,
produto de nossa dor mais profunda."

Clarice Lispector

9 de dez. de 2007

Sala de aula é lugar de brincar?

A aprendizagem está presente na brincadeira, enquanto brinca, a criança exercita a criatividade e desenvolve sua personalidade sem saber que o está fazendo, pois está completamente absorta no ato de brincar. Segundo Winnicot (1982) "a brincadeira fornece uma organização para a iniciação de relações emocionais e assim propicia o desenvolvimento de contatos sociais". Através do brincar a criança constrói regras, aprende a ouvir e a conviver em grupo, faz isso espontaneamente e intensamente, vivenciando cada instante, cada evento, como se fosse o último, por isso a dificuldade em deixar de brincar.
Na sala de aula, a brincadeira tem um papel mais importante ainda, pois é lá que construímos nossa identidade social, que nos constituímos como seres que fazem parte de um grupo fora da família, ali aprendemos a lidar com as frustrações e a buscar nossos ideais e sonhos. Uma criança que aprendeu valores humanos sólidos, que sabe respeitar o outro, respeitar limites, que conhece seus direitos está se desenvolvendo física e emocionalmente em direção a construção de uma sociedade menos desigual.
Acredito que a sala de aula é lugar de brincar sim, quando o professor desperta em seu aluno o desejo de aprender, quando consegue desafiá-lo a construir seu conhecimento e despertar nele a alegria da descoberta do novo. O professor que promove uma aprendizagem prazerosa, com espaço para o lúdico e para as experimentações, que incentiva a criatividade e autonomia, além de estar aprendendo como seu aluno aprende – pois, na brincadeira a criança expressa seu pensamento, suas emoções e angústias – está também contribuindo para o desenvolvimento integral do seu aluno.

29 de nov. de 2007

"Sou uma tela em branco, cuja única tinta que é pintada é o vermelho, que brota de mim".

"Tu e eu, ao perdermos um ao outro,
Ambos perdemos,
Eu, porque tu eras o que eu mais amava,
Tu, porque eu era quem te amava mais.
Mas, entre nós dois,
Tu perdes mais do que eu.
Porque eu poderei amar a outros
Como amei a ti.
Mas a ti nunca ninguém

Jamais amará
Como eu te amei”.

(EC)

22 de nov. de 2007

23nov07


preciso
que
você
se

e
que
eu
fique
sozinha
olhando
flores
e
passarinhos
- sem uma palavra –
só sentimentos."
(CL)

17 de nov. de 2007

"Être et avoir"

"Ser e Ter" - França, 2003, 104 minutos. Documentário. Direção: Nicolas Philibert
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O filme se passa em uma escola primária multisseriada no interior da França, na região de Auvergne, onde o professor/ator Georges Lopez – que está se aposentando, já com 35 anos de magistério - leciona para uma turma de treze crianças, com idades entre 4 e 10 anos.
Acompanhando a mesma turma do jardim de infância até o final do curso primário, o professor, extremamente dedicado e apaixonado pelo que faz, ensina os três grupos de alunos aplicando atividades diferentes para cada faixa etária. Respeitando a individualidade e o ritmo de aprendizagem de cada um de seus alunos, ele é firme nos momentos necessários sem levantar a voz em nenhum momento, reafirmando em cada acontecimento comum no dia-a-dia de uma sala de aula, valores como: afeto, amor, honestidade e amizade, seu objetivo é levar as crianças a entenderem que mais importante do que ter é ser.
Desde o momento em que ensina as primeiras letras ou as atividades de matemática para os maiores, nas aulas de culinária, no piquenique no campo e até mesmo na visita a escola média, o professor aproveita todos os momentos e falas dos alunos para escutá-los, provocá-los e desafiá-los a construírem seu próprio conhecimento; sua dedicação se reflete na mudança de atitude dos alunos que algumas vezes brigavam, na preocupação e cuidado que adquiriram com os colegas menores que muitas vezes precisavam de auxílio, e nas habilidades que construíram em enfrentar novos desafios que encontrarão nas novas etapas da vida.
Construindo uma relação baseada no respeito, confiança e companheirismo, o professor, que tem um olhar atento para cada um de seus alunos, mostra que é possível perceber e conviver com as diferenças dentro da sala de aula, sejam elas culturais, raciais, de personalidade ou de idade entre as crianças e, mais ainda, afirma que estas diferenças podem contribuir para o desenvolvimento de cada um dos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem.

25 de out. de 2007

Fórum dos Sonhos...

Sonhar... é mágico! Ao sonhar nos transportamos para outro universo... aquele que podemos fazer tudo do nosso jeito, onde todos são felizes, não existe fome, dor, sofrimento, miséria! Vejo que meus sonhos muitas vezes são atropelados pela correria do dia-a-dia, cumprir horários, prazos... tira todo o sabor que muitas atividades poderiam nos proporcionar, aí ao contrário de as realizarmos com vontade, aproveitando cada momento, tornam-se muitas vezes, simplesmente mais uma tarefa a fazer. Mas não me deixo abater por isso, continuo a sonhar...

Meu sonho hoje em dia é voltar para a sala de aula, acho que tenho muito a fazer na escola, tudo que tenho lido e aprendido nestes últimos tempos contribuiu para esta minha vontade aumentar, quero ver novamente os olhos das crianças brilhando ao descobrir as letras, escrever palavras, frases, textos e encantando-se com as histórias infantis. Estou cansada da burocracia da Educação, quem está do lado de cá sofre muito e não consegue fazer tudo que gostaria para ajudar quem está na sala de aula.

"Não há nada como o sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã". Victor Hugo
Esta frase é emblemática, tudo que realizamos hoje, foi sonhado ontem, anteontem ou em algum dia e/ou noite no passado! Cada plano que fazemos é um sonho possível de ser realizado???... Eu continuo a sonhar e acreditar que sim! E você?

20 de out. de 2007

Quando o professor "ensina", sempre ocorre aprendizagem?

Nem sempre que o professor ensina, ocorre aprendizagem, pois muitas vezes os conteúdos são desarticulados, não fazendo parte do cotidiano do aluno, fazendo o mesmo perder o interesse pelas aulas e pela escola. Ocorre também de o aluno somente decorar o conteúdo para a prova, obter boas notas e logo após esquecer tudo, o que comprova que não ocorreu aprendizagem.
A aprendizagem ocorre em todos os lugares onde possamos fazer trocas, pois somos seres sociais e a escola não é o único espaço onde ela acontece. Aprendemos em casa, com a família e em todos os grupos que convivemos; a televisão e a internet também são responsáveis por boa parte da aprendizagem hoje em dia.
Ensino em cada situação vivenciada. Estou ensinando em cada atitude que tomo diante do outro, mas só obtenho sucesso quando meus alunos aprendem. Toda que vez que percebo um aluno lendo uma palavra nova, que até pouco tempo ele não conseguia decifrar, vejo que o ensinei, observo isso, pois o acompanhei desde a sua chegada na escola, vi seu progresso dia-a-dia, cada dificuldade e como ele a superou, ou seja, fiz as intervenções necessárias para que sua aprendizagem se efetivasse.
É difícil para mim, relatar situações de ensino-aprendizagem, pois desde o início de 2005 estou fora de sala de aula (trabalhando na Secretária de Educação), procuro sempre relacionar minha prática a tudo que já li e que venho estudando durante estes anos todos de Magistério (são 19 anos); as conversas com os colegas também são fundamentais, mesmo estando afastada da sala de aula, convivo com professores, psicólogos, pedagogos e assistentes sociais durante meu dia-a-dia; consigo assim estabelecer boas trocas de experiências e me reconhecer nos seus relatos também.

17 de out. de 2007

EMEF Vila Aparecida - Portão RS


Hoje é um dia muito especial para mim! Depois de longo tempo sem lecionar, embora muito ligada a tudo que se passa na educação, voltei à sala de aula, que prazer! Realizar a prática que a professora Celina, da interdisciplina de Teatro e Educação solicitou, foi a coisa mais interessante até agora neste semestre para mim. Conhecer a turma de 3ª série desta escola de Portão, os alunos da Profª Patrícia Kusma, minha colega de UFRGS, foi uma experiência renovadora. Consegui observar a mim mesma enquanto aplicava a proposta de trabalho que havia planejado: confirmei meu desejo de retornar a sala de aula e, reafirmei, mais uma vez, minha vocação no Magistério. As crianças foram extremamente receptivas, concentraram-se e levaram a sério todos os exercícios que propus, foram carinhosas e meigas. Quero agradecer a Patrícia pela boa vontade e desprendimento em me ceder sua turminha, obrigada amiga, MUITO OBRIGADA!

16 de out. de 2007

O Mestre dos Mestres - Augusto Cury


"Os professores são heróis anônimos, fazem um trabalho clandestino.

Eles semeiam onde ninguém vê, os bastidores da mente.

Aqueles que colhem os frutos dessas sementes, raramente se lembram da sua origem, do labor dos que a plantaram.

Ser mestre é exercer um dos mais dignos papéis intelectuais da sociedade, embora seja um dos menos reconhecidos.

Os alunos que não conseguem avaliar a importância de seus mestres na construção da inteligência, nunca conseguirão ser mestres na sinuosa arte de viver."

13 de out. de 2007

Rubem Alves

"Valeu
a
dor
da
ausência,
pela
alegria
do
reencontro."

6 de out. de 2007

"As Meninas" - Minha releitura da obra de Diego Velázquez

Nesta colagem retratei três "meninas” de hoje – canto inferior direito – que conversam sobre suas vidas atribuladas, ou seja, a mulher moderna e suas interrogações, como conciliar família, filhos, carreira e tudo mais que cerca sua vida: saúde, alimentação, educação, política, lazer, esporte, dinheiro, moda, tecnologia, etc.

3 de out. de 2007

17h07' - Tá difícil a resposta?

O
silêncio
é
a
gentileza
do
perdão
que
se
cala
e
espera
o
tempo...

29 de set. de 2007

Do desconforto de viver...

"Ah, viver é tão desconfortável.
Tudo aperta: o corpo exige, o espírito não pára,
viver parece ter sono e não poder dormir
- viver é incômodo.
Não se pode andar nu, nem de corpo nem de espírito...
"

Clarice Lispector

23 de set. de 2007

Novo AP


Em meio a todas estas novidades de início do semestre na UFRGS... novos professores, muitas atividades para realizar.
Vários eventos acontecendo na SMEE. Para completar a roda viva eu me mudei na sexta-feira dia 21set, que confusão! Queria voltar a fita e ficar exatamente onde eu estava, fingindo-me de árvore... mas, não dá, né? Só mudei os móveis e objetos pessoais, eu ainda estou em trânsito... Sem luz e sem telefone ninguém vive hoje em dia!!!! Estou desesperada. Preciso de socorro! Gostaria que alguém resolvesse tudo isso pra mim... HELP...!!!

Aula do dia 12set07...

Neste dia os Profs Cíntia e Leonardo nos apresentaram as novas Professoras: Daniela (Artes Visuais) e Adriana (Literatura), as duas nos expuseram em linhas gerais os objetivos e atividades que serão desenvolvidas no decorrer do semestre. Tudo muito atraente e instrutivo. Fiquei um pouco desapontada ao saber que na disciplina Seminário Integrador III teremos que fazer um novo blog (não gostaria de abandonar este, nem de negligenciá-lo), onde deveremos colocar nossas aprendizagens referentes as novas interdiciplinas deste semestre e onde seremos parcialmente avaliadas por todos pos professores. Fiquei angustiada também porque teremos aula nas duas próximas quartas-feiras, sendo que já tivemos na quarta-feira passada, então serão quatro semanas seguidas em que deverei sair mais cedo do trabalho, o que será bastante complicado, pois na semana do dia 26set pois estaremos bem no meio do XVII Seminário Municipal de Educação de Esteio. Acho que não poderei comparecer a esta aula, ao mesmo tempo sinto que deveria estar presente pois vamos conhecer mais dois professores e os próximos encontros serão somente em novembro... Sinceramente não sei o que farei! Arghhhhhhhhh....

16 de set. de 2007

Quem Ensina Sempre Aprende!

Analisando minha trajetória profissional, vejo que nestes dezenove anos de magistério a primeira vez que ensinei pensando em transformação social foi quando trabalhei com EJA, até aquele momento eu ensinava os conteúdos somente, sem nenhuma intenção política.
Quando atuava no Laboratório de Informática com alunos de 5ª a 8ª série foi implantada a modalidade EJA na escola e, fui convidada para trabalhar a noite, com os adultos.
Iniciei os trabalhos tentando reproduzir as atividades e os projetos que realizávamos com os adolescentes, não obtive sucesso, os adultos não se interessavam e ficavam entediados em frente ao computador. Dei-me conta que era necessário refazer o caminho, que primeiro eu precisava conhecer aquele aluno e suas vivências, percebi que a tecnologia por si só não acrescentaria nada ao aprendizado dos alunos.
Foi tentando conhecer aquele sujeito completamente novo pra mim, conhecendo suas experiências, sabendo de suas relações familiares, profissionais e sociais, que fui aos poucos encontrando um caminho para conquistá-los a desejarem aprender a usar o computador.
Os alunos de mais idade não acreditavam que ainda pudessem aprender e que não estragariam a máquina. A maioria só conhecia ao computador “de costas” – no balcão das lojas, no supermercado, etc. – Havia um senhor bem idoso que se negava a trabalhar no micro, pois sua religião não permitia ver TV – este eu nunca consegui conquistar.
Ali com aqueles alunos – com muito mais idade do que eu – pude refletir sobre a minha prática e perceber que precisava questionar mais e responder menos; que era necessário conhecer o aluno, suas idéias, preocupações, sonhos e ansiedades e, a partir disso tudo buscar uma nova forma de ensinar, com base no diálogo, problematizando a realidade do aluno e a minha própria condição de professora; tudo isso com o objetivo de levar o aluno a conscientizar-se de que somente ele é o agente da transformação que tanto busca.
Hoje muito se fala da inclusão digital, os computadores estão presentes em todos os segmentos da sociedade; percebo que a informática, juntamente com a alfabetização, também é um meio de levar o sujeito a sair da opressão. Acredito que a disseminação da tecnologia na sala de aula trará novas possibilidades de desenvolver o pensamento crítico e a criatividade do aluno.

14 de set. de 2007

Maiakovski - 1927

E Então Que Quereis?

Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há no rugir das tempestades.
Não estamos alegres, é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história é agitado.
As ameaças e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio, cortando-as
como uma quilha corta as ondas.

8 de set. de 2007

Chacal - 1976


vai ter uma festa

que eu vou dançar

até o sapato pedir pra parar.

aí eu paro, tiro o sapato

danço o resto da vida.

6 de set. de 2007

3º Semestre - UFRGS

Recomeçam as aulas. Já estou no terceiro semestre! As coisas estão acontecendo rápido demais, não tenho tido tempo de parar e pensar... absorver e digerir cada novo acontecimento em minha nova vida acadêmica. Neste semestre serão sete interdisciplinas, acho que terei menos tempo ainda. Escola, Projeto Pedagógico e Cultura começa amanhã, pleno feriado de 7 de setembro, mas, vamos lá, ler muito e escrever, arregaçar as mangas e trabalhar! Pois o tempo não pára...

1 de set. de 2007

Festa UFRGS - Calouros Pedagogia

Que momento para guardar em nossas memórias! Durante este dia por várias vezes eu me emocionei muito, afinal de contas estudar na UFRGS é um grande motivo de alegria e orgulho. Este é o meu primeiro semestre, sou bixo da UFRGS só por este semestre... e eu festejei muuuuuito, cantei, dancei, brinquei, fui batizada oficialmente pelo Magnífico Senhor Reitor José Carlos Ferraz Hennemann, pode isso? Isso não é para qualquer um!!! Foi uma confraternização sensacional... com os colegas dos pólos de Alvorada, Gravataí, Sapiranga, nós: São Leopoldo e Três Cachoeiras, nossos tutores, professores, coordenadores e as autoridades da universidade. Cada grupo preparou um espetáculo para o evento... música, dramatização, paródias, foi muito interessante ver o colega aqui de pertinho e o lá de longe... todos com o mesmo brilho nos olhos, o brilho de quem está aprendendo! E não quer parar...