Analisando minha trajetória profissional, vejo que nestes dezenove anos de magistério a primeira vez que ensinei pensando em transformação social foi quando trabalhei com EJA, até aquele momento eu ensinava os conteúdos somente, sem nenhuma intenção política.
Quando atuava no Laboratório de Informática com alunos de 5ª a 8ª série foi implantada a modalidade EJA na escola e, fui convidada para trabalhar a noite, com os adultos.
Iniciei os trabalhos tentando reproduzir as atividades e os projetos que realizávamos com os adolescentes, não obtive sucesso, os adultos não se interessavam e ficavam entediados em frente ao computador. Dei-me conta que era necessário refazer o caminho, que primeiro eu precisava conhecer aquele aluno e suas vivências, percebi que a tecnologia por si só não acrescentaria nada ao aprendizado dos alunos.
Foi tentando conhecer aquele sujeito completamente novo pra mim, conhecendo suas experiências, sabendo de suas relações familiares, profissionais e sociais, que fui aos poucos encontrando um caminho para conquistá-los a desejarem aprender a usar o computador.
Os alunos de mais idade não acreditavam que ainda pudessem aprender e que não estragariam a máquina. A maioria só conhecia ao computador “de costas” – no balcão das lojas, no supermercado, etc. – Havia um senhor bem idoso que se negava a trabalhar no micro, pois sua religião não permitia ver TV – este eu nunca consegui conquistar.
Ali com aqueles alunos – com muito mais idade do que eu – pude refletir sobre a minha prática e perceber que precisava questionar mais e responder menos; que era necessário conhecer o aluno, suas idéias, preocupações, sonhos e ansiedades e, a partir disso tudo buscar uma nova forma de ensinar, com base no diálogo, problematizando a realidade do aluno e a minha própria condição de professora; tudo isso com o objetivo de levar o aluno a conscientizar-se de que somente ele é o agente da transformação que tanto busca.
Hoje muito se fala da inclusão digital, os computadores estão presentes em todos os segmentos da sociedade; percebo que a informática, juntamente com a alfabetização, também é um meio de levar o sujeito a sair da opressão. Acredito que a disseminação da tecnologia na sala de aula trará novas possibilidades de desenvolver o pensamento crítico e a criatividade do aluno.
Quando atuava no Laboratório de Informática com alunos de 5ª a 8ª série foi implantada a modalidade EJA na escola e, fui convidada para trabalhar a noite, com os adultos.
Iniciei os trabalhos tentando reproduzir as atividades e os projetos que realizávamos com os adolescentes, não obtive sucesso, os adultos não se interessavam e ficavam entediados em frente ao computador. Dei-me conta que era necessário refazer o caminho, que primeiro eu precisava conhecer aquele aluno e suas vivências, percebi que a tecnologia por si só não acrescentaria nada ao aprendizado dos alunos.
Foi tentando conhecer aquele sujeito completamente novo pra mim, conhecendo suas experiências, sabendo de suas relações familiares, profissionais e sociais, que fui aos poucos encontrando um caminho para conquistá-los a desejarem aprender a usar o computador.
Os alunos de mais idade não acreditavam que ainda pudessem aprender e que não estragariam a máquina. A maioria só conhecia ao computador “de costas” – no balcão das lojas, no supermercado, etc. – Havia um senhor bem idoso que se negava a trabalhar no micro, pois sua religião não permitia ver TV – este eu nunca consegui conquistar.
Ali com aqueles alunos – com muito mais idade do que eu – pude refletir sobre a minha prática e perceber que precisava questionar mais e responder menos; que era necessário conhecer o aluno, suas idéias, preocupações, sonhos e ansiedades e, a partir disso tudo buscar uma nova forma de ensinar, com base no diálogo, problematizando a realidade do aluno e a minha própria condição de professora; tudo isso com o objetivo de levar o aluno a conscientizar-se de que somente ele é o agente da transformação que tanto busca.
Hoje muito se fala da inclusão digital, os computadores estão presentes em todos os segmentos da sociedade; percebo que a informática, juntamente com a alfabetização, também é um meio de levar o sujeito a sair da opressão. Acredito que a disseminação da tecnologia na sala de aula trará novas possibilidades de desenvolver o pensamento crítico e a criatividade do aluno.
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